sexta-feira, setembro 30, 2005

ALCÂNTARA


Não, este luar não é cruel.

As ruínas desta cidade
são belas
como as ruínas
do meu amor.

E sobre a dor da ausência,
e sobre as feridas ainda abertas
desta saudade,
bate o vento que vem do mar,
bate o tempo que o tempo dá
para sará-las,
para curar-me de toda dor.

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