POLAROID
Quase se pode ver
o calor que se desprende do teu corpo
embora àquela hora
- 11 e 30 da manhã -
fizesse muito frio em São Paulo.
Meu corpo magro busca no abraço
o teu calor.
A árvore de cores muito quentes
com seu guarda-chuva de flores
(ou coroa)
paira sobre nós, nos agasalha.
Assim estamos
na fotografia que a máquina
pôs pra fora - língua zombeteira
(na verdade, ciumenta do nosso amor)-
e na qual vimos nossas imagens
das trevas do papel
pouco a pouco
se acenderem
como numa aurora.
Quase se pode ver
o calor que se desprende do teu corpo
embora àquela hora
- 11 e 30 da manhã -
fizesse muito frio em São Paulo.
Meu corpo magro busca no abraço
o teu calor.
A árvore de cores muito quentes
com seu guarda-chuva de flores
(ou coroa)
paira sobre nós, nos agasalha.
Assim estamos
na fotografia que a máquina
pôs pra fora - língua zombeteira
(na verdade, ciumenta do nosso amor)-
e na qual vimos nossas imagens
das trevas do papel
pouco a pouco
se acenderem
como numa aurora.
CASINHA BOA
“A borboleta é uma flor que voa”
José Paulo Paes
por sobre o teto da nossa casinha
a borboleta é uma flor que voa
é lá que o nosso amor se aninha
e o nosso amor por uma outra pessoa
no fundo da nossa casinha
uma montanha que nos abençoa
o rio é um caminho que caminha
em direção a alguma coisa boa
cá dentro da nossa casinha
carinho, fé, amor, café com broa
a sala o quarto o banheiro a cozinha
em cada canto o nosso canto escoa
bem longe da nossa casinha
a voz do nosso filho ecoa
leva pra longe toda dor mesquinha
não deixa a vida ser vivida à toa
“A borboleta é uma flor que voa”
José Paulo Paes
por sobre o teto da nossa casinha
a borboleta é uma flor que voa
é lá que o nosso amor se aninha
e o nosso amor por uma outra pessoa
no fundo da nossa casinha
uma montanha que nos abençoa
o rio é um caminho que caminha
em direção a alguma coisa boa
cá dentro da nossa casinha
carinho, fé, amor, café com broa
a sala o quarto o banheiro a cozinha
em cada canto o nosso canto escoa
bem longe da nossa casinha
a voz do nosso filho ecoa
leva pra longe toda dor mesquinha
não deixa a vida ser vivida à toa
A MOÇA DE VOLENDAM
enquadrada na janela
do ônibus eu pude ver
na casinha em volendam
em luz de clara manhã
a moça espremendo a fruta
e ainda hoje, na luta
de uma esperança vã,
meus olhos querem de novo
a moça de volendam
o sol de sua loura franja
as mãos brancas na laranja
na manhã de volendam
mas só na fotografia,
essa noite faz-se dia
aquele dia de maio
frio e claro em que a vi
nas estradas de holanda
na fria e clara manhã
entre barcos, bicicletas
tulipas, frutas seletas
todas as setas apontam
pra moça de volendam
quero voltar para vê-la
seus dentes como se estrelas
seus lábios feito maçãs
quero voltar para ver
na fria e clara manhá
a moça espremendo a fruta
na casinha em volendam
enquadrada na janela
do ônibus eu pude ver
na casinha em volendam
em luz de clara manhã
a moça espremendo a fruta
e ainda hoje, na luta
de uma esperança vã,
meus olhos querem de novo
a moça de volendam
o sol de sua loura franja
as mãos brancas na laranja
na manhã de volendam
mas só na fotografia,
essa noite faz-se dia
aquele dia de maio
frio e claro em que a vi
nas estradas de holanda
na fria e clara manhã
entre barcos, bicicletas
tulipas, frutas seletas
todas as setas apontam
pra moça de volendam
quero voltar para vê-la
seus dentes como se estrelas
seus lábios feito maçãs
quero voltar para ver
na fria e clara manhá
a moça espremendo a fruta
na casinha em volendam
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