segunda-feira, junho 17, 2013

Os haicais que postei fazem parte de uma série batizada de “Haicais Locais”, em que sigo o modelo bem brasileiro (e que tem em Millôr Fernandes um mestre) de três versos de medidas várias, com o primeiro rimando com o terceiro. A esse modelo acrescentei o título, que é parte, mais que integrante, complementar, do poema. Seguindo o espírito lúdico (de jogo com parceiros, jogo de salão) que está nas origens da forma japonesa, alguns foram feitos a partir de títulos dados aleatoriamente por amigos e escritos instantaneamente, como “Meia Dúzia de Poemas-Relâmpago”, que consta do “A Camisa no Varal”. O título alude ao fato de que são “haicais brasileiros” ou que na verdade não são haicais, mesmo porque não é possível fazê-los em português e no Brasil. É coisa de japonês. Acrescentei também alguns “Quase Haicais”, poemas curtos, mas não tanto. É “quase” porque sobra, não porque falta.  A propósito disto, fiz este:

POEMA LONGO

Deculpa, primavera,
pelo longo poema que te fiz.
Não tive tempo
para fazer-te um haicai.
  

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