Os
haicais que postei fazem parte de uma série batizada de “Haicais Locais”, em
que sigo o modelo bem brasileiro (e que tem em Millôr Fernandes
um mestre) de três versos de medidas várias, com o primeiro rimando com o
terceiro. A esse modelo acrescentei o título, que é parte, mais que integrante,
complementar, do poema. Seguindo o espírito lúdico (de jogo com parceiros, jogo
de salão) que está nas origens da forma japonesa, alguns foram feitos a partir
de títulos dados aleatoriamente por amigos e escritos instantaneamente, como
“Meia Dúzia de Poemas-Relâmpago”, que consta do “A Camisa no Varal”. O título alude
ao fato de que são “haicais brasileiros” ou que na verdade não são haicais,
mesmo porque não é possível fazê-los em português e no Brasil. É coisa de
japonês. Acrescentei também alguns “Quase Haicais”, poemas curtos, mas não
tanto. É “quase” porque sobra, não porque falta. A propósito disto, fiz este:
POEMA LONGO
Deculpa, primavera,
pelo longo poema que te fiz.
Não tive tempo
para fazer-te um haicai.
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