A CATEDRAL DE OSCAR
Nossos olhares turistas
buscam a catedral.
Mas catedral não há.
Há 16 bumerangues lançados ao céu.
Mãos atéias
quiseram aqui
tocar o divino.
O que traçaram?
Gesto de súplica?
Mãos em prece?
Coroa de espinhos do Cristo?
Cálice da consagração?
A tudo queremos comparar
a incomparável catedral.
Queremo-la figurativa,
mas ela é abstrata.
Íntegra em qualquer ângulo,
onde sua porta?
Porta não há.
O que há é o túnel,
o túnel escuro,
por onde entramos
para o espanto dos vitrais,
muros de luz.
Toda portas,
ela se abre aos nossos olhos
que, por fim, encontram
a cúpula:
o céu
azul
ardente
do Planalto.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
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