A EXISTÊNCIA
DO RIO DE JANEIRO
(Para Marco Aurélio Estrela)
Toda vez que constato que
o Rio de Janeiro
existe — e o tenho feito quase todos os dias desde que aqui
cheguei para morar já há tantos anos
— lembro daquela tarde remota em que
Chico Mucura, no bar
de Manezinho Setenta, pôs um fim à longa discussão acerca da
veracidade da chegada do homem à Lua. E da própria existência
da Lua como lugar onde se
possa pisar e caminhar assim feito
Turiaçu. Chico achou que nem valia a pena discutir tal absurdo. Seu ceticismo
ia ainda mais longe. E questionou a existência de lugares bem mais perto do
Turi do que o satélite da Terra:
— São
Luís eu sei que inziste porque o meu
cumpade Nhoquinha foi lá e meu cumpade não
é home de contar lorota.
Belém do Pará eu já tenho minhas dúvida. Agora, esse tal de Rio de Janeiro, esse eu duvido que
inzista!
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